De Onde Elas Vieram? 4 Curiosidades Fascinantes sobre as Maquininhas de Cartão (POS)
Hoje em dia, pagar com cartão de crédito, débito ou aproximação (NFC) é tão natural que mal paramos para pensar na tecnologia por trás da transação. As populares “maquininhas de cartão”, tecnicamente conhecidas como terminais POS (Point of Sale), estão presentes em praticamente todos os estabelecimentos comerciais do Brasil. Mas a história e o funcionamento desses aparelhos guardam curiosidades surpreendentes. Vamos conhecer algumas delas?
1. O Famoso “Decalque” e as Maquininhas de Carbono (“Nhac-Nhac”)
Antes da internet e dos chips digitais, as transações eram puramente mecânicas. Os cartões de crédito tinham as informações do cliente (nome, número e validade) em relevo alto. Para registrar a venda, o comerciante colocava o cartão em uma máquina manual conhecida popularmente no Brasil como “nhac-nhac” (ou imprinter) junto com um papel carbono triplo. Ao passar a alavanca da máquina deslizante, os dados em relevo eram transferidos fisicamente para o papel. Uma via ficava com o cliente, outra com a loja e a terceira era enviada pelo correio ou malote para o banco liquidar a transação dias depois!
2. A Primeira Maquininha Digital de Mesa Nasceu em 1979
O primeiro terminal de ponto de venda eletrônico digital foi desenvolvido por George Wallner em 1979 para a empresa Verifone, encomendado pela Visa. O aparelho reduziu drasticamente o tempo necessário para aprovar uma transação, que antes exigia ligações telefônicas demoradas dos lojistas para centrais de autorização. O novo terminal lia a tarja magnética do cartão e completava a validação digital em menos de um minuto.
3. O Psicológico do “Bip” e da Impressão do Comprovante
Já percebeu como o som característico de aprovação (o “bip” agudo) e o barulho da bobina térmica imprimindo a via do cliente causam uma sensação imediata de alívio e segurança? Isso não é por acaso. Estudos de experiência do usuário (UX) e psicologia do consumidor apontam que esses estímulos sonoros e táteis servem como validação psicológica de que a operação foi concluída sem problemas. Mesmo com a popularização dos comprovantes por SMS ou e-mail, as marcas de pagamento relutam em eliminar o feedback físico por causa do valor de confiança que ele transmite.
4. De Leitores Simples a Mini-Computadores Android (Smart POS)
As maquininhas evoluíram de aparelhos analógicos de discagem discada para computadores de mão completos. As chamadas Smart POS rodam sistemas operacionais como o Android, possuem telas coloridas sensíveis ao toque, câmeras para leitura de QR Code e conectividade 4G e Wi-Fi estável.
A grande revolução é que elas deixaram de ser apenas processadoras de pagamento para se tornarem parte da arquitetura de software das empresas. Através de aplicativos integrados, o lojista consegue registrar vendas, dar baixa em estoques e sincronizar as transações diretamente com o sistema ERP da empresa em tempo real.
Como Escolher o Melhor Sistema para a Sua Empresa?
Para comércios físicos, a maquininha de cartão é o ponto de contato inicial do faturamento. Por isso, a escolha do POS deve caminhar junto com a definição dos sistemas internos de ERP e automação comercial (PDV).
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